O que mudou nos SUVs para polícia não querer mais saber de dirigir sedãs

Só para assinantesAssine UOLReportagemCarrosO que mudou nos SUVs para polícia não querer mais saber de dirigir sedãsPaula GamaColunista do UOL25/04/2024 04h00Atualizada em25/04/2024 22h02

da allwin568 casino

da cassinos que dão giros grátis no cadastro: Quando se fala em um carro para velocidade, no contexto de uma perseguição policial, logo vêm à cabeça os sedãs e cupês – muito presentes nos filmes de Hollywood.

De fato, esses modelos têm a melhor aerodinâmica para a performance, além de serem mais estáveis em alta velocidade. Mas, na prática, a polícia tem recorrido cada vez mais aos SUVs e picapes.

Os sedãs, conhecidos por sua boa aerodinâmica e pelo baixo centro de gravidade, são frequentemente elogiados por sua capacidade de manobra em estradas pavimentadas.

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Na comparação com os utilitários esportivos que têm predominado no mercado, os sedãs, via de regra, são mais rápidos e ágeis em curvas e em ambientes urbanos – portanto, são ideais para perseguições em ruas estreitas e movimentadas.

Por que os SUVs predominam entre viaturas

Por outro lado, os SUVs, com sua carroceria elevada e, em muitos casos, tração nas quatro rodas, oferecem uma capacidade superior para lidar com terrenos irregulares.

Sua capacidade off-road os torna valiosos em cenários onde as estradas podem não estar em condições ideais.

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Basta olhar as últimas compras de viaturas da PRF (Polícia Rodoviária Federal) para entender quem venceu essa disputa de SUVs contra sedãs.

Renault Duster, Chevrolet Trailblazer e Caoa Chery Tiggo 8 são alguns dos carros que têm recebido a preferência da corporação.

De acordo com o policial rodoviário federal Vinícius Martini, que por mais de uma década foi responsável técnico pela aquisição de viaturas da PRF, uma das principais razões para essa transição é que a eletrônica resolveu o grande problema dos utilitários esportivos: a estabilidade.

“Antigamente, o SUV era um veículo muito instável, propenso ao capotamento. A eletrônica mudou isso. Por causa do controle de estabilidade, deixou de ser um veículo perigoso. Como exemplo, os antigos Chevrolet Blazer da polícia, entre os anos 1990 e 2000, tinham alto índice de acidentes. Agora, usamos o Trailblazer, que é maior, mais alto, mais potente e não é perigoso, por causa da tecnologia”, exemplifica.

O PRF também concorda que os sedãs permitem mais desempenho em rodovias e grandes avenidas, mas a coisa muda de figura em situações mais desafiadoras, como uma conversão sobre um canteiro ou até mesmo uma perseguição fora da estrada.

“Carros maiores são mais versáteis, a suspensão aguenta situações mais críticas que são comuns no dia a dia da polícia”, esclarece.

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Outra razão, segundo o especialista, é que a oferta de SUVs no mercado aumentou muito, enquanto a de sedãs diminuiu. Dentre os modelos utilizados no passado pela PRF, Renault Fluence, Chevrolet Astra e Cruze e Toyota Corolla, apenas os dois últimos continuam em linha no país. Outra opção do passado, o Honda Civic, perdeu a competitividade por causa do alto preço da versão híbrida, que é importada.

Um ponto que tem se tornado cada vez mais importante para a polícia, e que faz parte, inclusive do Projeto VTR01 – uma pesquisa científica empregada para determinar as necessidades das viaturas da PRF – é a ergonomia.

Martini explica que o espaço interno dos SUVs é levado em consideração por conta do equipamento policial.

“O agente usa armas, colete, coturno… Um carro maior e com abertura de porta maior facilita o embarque e o desembarque, tornando a operação mais ágil”, explica ele.

O espaço também facilita na hora de carregar objetos e pessoas apreendidas.

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Reportagem

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